História do Corcel

 

O Cavalo Brasileiro

Modelo Cupê 2 portas lançado em 1969

A história da linha Corcel, um médio
de sucesso da Ford que marcou três décadas

O Projeto Inicial

O Corcel foi um carro médio produzido pela Ford no Brasil, de 1968 a 1986.

Modelo Sedã 4 portas lançado em 1968

Modelo Sedã 4 portas lançado em 1968

Quando a Ford adquiriu o controle acionário da Willys Overland do Brasil em 1967, essa última estava desenvolvendo um projeto em parceria com a Renault, o projeto “M”. Esse projeto deu origem ao Renault 12 na França, e, com uma carroceria diferente, ao Corcel no Brasil.

Nas fotos abaixo podemos identificar varios traços do nosso Cavalo Brasileiro:

Nesta foto, as rodas do R12 são as mesmas do Corcel 1968 - 1972

Lançado inicialmente como um sedã 4 portas e a seguir como um coupé (em 1969), o carro foi bem aceito quando de sua estréia em 1968. O espaço interno e o acabamento chamavam a atenção, e as inovações mecânicas eram muitas, bem mais do que o seu concorrente direto, o VW 1600.

Corcel 1969

Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano em 1969, 1973 e 1979.

Em 1970 o Corcel GT (Gran Turismo) vinha com carburador de corpo duplo, pintura preta no capô e teto, já na lateral apenas uma pequena e estreita faixa, parecendo com um friso e com uma potência de 4 cavalos a mais. Em 1971 ocorreu a primeira remodelação, na qual modificou-se a grade central (ocorre a perda dos vincos em V e torna-se quadriculada com o símbolo retangular ao centro com a imagem do cavalo), os piscas saíram da grade e passam para baixo do pára-choque, o retrovisor de redondo passa para quadrado e as lanternas traseiras ficam de formato quadrado e dispostas duas de cada lado.

A fábrica fez algumas alterações na aparência geral do carro em 1973, deixando-o um pouco parecido com o Ford Maverick. A grade dianteira ganhou um símbolo redondo no centro (o famoso cavalinho) e a traseira recebeu lanternas maiores que da sua versão anterior, mas já em 1974 novamente foi trocada a grade dianteira, onde o simbolo voltou a ser quadrado e a ficar localizado na ponta do capô (alguns Corcel e Belina da linha 74 ainda ficaram com a mesma frente do 73). Os motores passaram a ser o 1.4 usado na linha GT, conhecido como motor XP(Extra Performance). Em 1975 o design era novamente retocado, aumentando a semelhança com o Maverick, sobretudo na traseira. Um novo componente se adicionava a família, o LDO(Luxuosas Decorações Opcionais), com acabamento interno luxuoso e teto revestido de vinil

Corcel GT 1973

Interior do Corcel LDO 1975

Até 1977, este modelo foi recebendo retoques no acabamento, conservando entretanto a mesma aparência, até o lançamento da linha 1978 – era o Corcel II, basicamente com a mesma mecânica porém com uma carroceria totalmente remodelada, que em nada lembrava o modelo anterior. Em 1985, ganhou a frente do Del Rey (lançado em 1981 e ao qual deu origem – ver reportagem da revista Quatro Rodas de junho de 1981 que cobria o lançamento do Del Rey, sob o título A FORD APOSTA NO REQUINTE) e alguns retoques estilísticos, além de perder a expressão “II” do nome. Este modelo existiu até o ano de 1986, quando foi encerrada sua produção.

Ford Corcel GT

Um ano depois do lançamento do compacto Corcel, em 1969 a Ford percebeu a oportunidade de ampliar a família e se aproximar do público que sonhava com mais esportividade.O primeiro Corcel GT sim, era mais aparência do que esportividade (teto revestido em vinil e uma faixa no centro do capô e uma na lateral) o motor era o quatro cilindros de 1,3 litro com carburador Solex de corpo duplo; novos coletores de admissão e escape elevavam só a potência do 1,3 litro de 68 para 80 CV, um aumento de 12 CV para aumentar o ânimo da tropa, a aceleração e a velocidade máxima aumentaram um pouco, 0 a 100 km/h era feito em 18 segundos, com 138,53 km/h, em testes de época nas mãos do piloto Emerson Fittipaldi em interlagos este mesmo corcel atingiu velocidades superiores a 142 km/h, isso dependia da perícia do piloto e do acerto do motor (carburador bem regulado com uma mistura mais rica, e uma boa regulagem das valvulas) isso já era o bastante para fazer o corcel andar bem. O motor mais potente só viria no final de 1971, era o 1,4 litro de 85 CV que já era mais esperto na estrada e fazia ultrapassagens em quarta.

Corcel GT 1969

Corcel GT 1969

Corcel GT 1971

Ford Corcel Bino

Em 1970 a bino veiculos oferecia o kit preparação para a linha corcel que incluía o aumento da cilindrada do corcel de 1300 para 1500 cm³ (de 1289cm³ para 1440cm³), com a adoção de carburção dupla (com um coletor que aproveitava o carburador original e adotava outro igual), camisas, anéis, e pistões eram de maiores diâmetros, assim como o comando de válvulas e o curso do virabrequim que também era mudado para a obtenção de maior torque e deslocamento respctivamente, e mais o escapamento kadron, isso fazia com que o corcel desenvolvesse potência de 90 a 100 cv e fazia o carrinho a ter acelerações brutais de 0 a 100 km/h em 13s, 0 a 120 km/h em 20s, 0 a 140 km/h em 35s, e sua velocidade máxima era de 160 km/h testes de época apontavam que o corcel bino na estrada podia manter a velocidade máxima por longos períodos sem que o motor fervesse por falta de água ou por falta de lubrificação, lembrando que os corcéis de corrida que eram aliviados de peso e eram mais bem preparados atingiam velocidades superiores a 185 km/h. além da envenenada no motor a bino oferecia também faixas decorativas para o capô e para as laterais, painél completo com instrumentos colocados no console central e rodas de magnésio

Corcel Bino 1969

Ford Corcel GT XP

Em 1971 chegava o Corcel GTXP (extra performance ou desempenho extra) com capô preto fosco, teto revestido em vinil, faróis de longo alcance, painel com instrumentação completa, e tomada de ar.

No entanto o motor também fora mudado, elevando assim a cilindrada de 1.3, para 1.4 litro o que o fazia desenvolver potência bruta de 85 cv ante os meros 68 cv da versão 1,3. E também com o motor 1.4 o desempenho do corcel melhorou, fazia de 0 a 100 km/h em 17 segundos e atingia velocidade máxima de 145 a 150 km/h (valores muito bons para a época), o que colocava o Corcel entre os nacionais mais velozes.

Corcel GTXP 1971

A partir de 1973, toda a linha Corcel ganhava nova grade, com logotipo Ford no emblema redondo ao centro, outro desenho do capô, paralamas e lanternas traseiras. As versões cupê, sedã e belina passavam a ser equipadas com o motor do GT XP de 1,4 litro. O “esportivo” trazia duas faixas pretas paralelas no capô e nas laterais e também faróis auxiliares de formato retangular na grade, esta também de desenho diferente.

A segunda fase: o Corcel II

No final de 1977 chegava às ruas o novo modelo: o Corcel II. A carroceria era totalmente nova, com linhas mais retas, modernas e bonitas. Os faróis e as lanternas traseiras, seguindo uma tendência da época, eram retangulares e envolventes. A grade possuía desenho aerodinâmico das lâminas, em que a entrada de ar era mais intensa em baixas velocidades que em altas. O novo carro parecia maior, mas não era. A traseira tinha uma queda suave, lembrando um fastback. Um fato notável no Corcel II era a ventilação dinâmica, de grande vazão, dispensando a ventilação forçada. O carro ficou mais macio e confortável. O Corcel II, quando chegou em 1978, veio com o mesmo motor do Corcel I 1.4, só que com a potência cortada, se o Corcel anterior com o mesmo motor de 1.4 litro rendia 85cv e deixava muitos carros da época para traz, o Corcel II veio com o 1.4 litro de 72cv (55cv líquidos), o Corcel II era muito pesado para usar o 1.4, em função disso tinha um desempenho muito modesto (0 a 100km/h em 20,9 segundos e 135km/h de maxima) em relação ao antigo Corcel , mas a segurança, estabilidade e nível de ruído, já eram melhores do que o modelo anterior. Já em 1980 a Ford lançou como opcional para o Corcel II o motor de 1,6 litro com 1555cm³ com câmbio de 4 marchas, mas com relações mais longas e 90cv de potência bruta (66,7 cv líquidos). O Corcel II passou a andar um pouco mais rápido, fazia de 0 a 100km/h em medianos 17 segundos e a velocidade máxima passava a ser de 148km/h, o suficiente para andar junto do se u concorrente mais próximo, o Passat 1500, porém muito atrás da versão 1600 desse VW. As versões oferecidas eram Corcel II básica; L e a luxuosa LDO, com interior totalmente acarpetado e painel com aplicações em imitação de madeira; e a GT, que se distinguia pelo volante esportivo de três raios, aro acolchoado em preto e pequeno conta-giros no painel — nenhuma trazia, porém, o termômetro d’água. O motor do “esportivo” tinha 4 cv a mais, que não faziam muita diferença. Contava ainda com faróis auxiliares e pneus radiais. As rodas tinham fundo preto e sobre-aro cromado. Os concorrentes do Corcel II na época eram o Volkswagen Passat e o Dodge Polara, ambos veículos médios. Ofereciam desempenho semelhantes ao do Corcel, mas o carro da Ford era mais econômico, moderno e elegante, tinha interior mais confortável (particularmente os bancos), oferecia melhor acabamento e também mais robustez que o Polara. Em 1983, a Ford promoveu modificações no motor 1,6 o qual denominou de CHT (de “Compund High Turbulence”), cuja potência líquida na versão a álcool chegava a 73 cv, dando um fôlego extra ao Corcel, que chegava aos 150 km/h de velocidade máxima e atingia os 100 km/h em 16 segundos. Concomitantemente, a Ford lançou a versão de 1,3 litro do CHT para o Corcel, que, com a potência líquida de 62 cv, atingia modestos 143 km/h de velocidade máxima, e chegava aos 100 km/h em 20 segundos. Mesmo com a melhora de performance da versão 1.6 e com o aumento da gama de opções, o Corcel se tornava obsoleto diante da concorrência que oferecia carros como o Chevrolet Monza, por exemplo, lançado em 1982 que, mesmo com desempenho semelhante na versão 1,6, era um carro mais atual. Adicionalmente o Passat, mesmo com projeto originário dos anos 70, atraía consumidores pelo seu desempnho, por possuir um motor bem mais eficiente que o do Corcel. Porém, o fim do Corcel começou a ser desenhado com a chegada, no Brasil, do Ford Escort que, mesmo trazendo os mesmo motores CHT, possuía desempenho e consumo melhores que o do Corcel, além de ser um projeto mais moderno, com motor transversal.

O Corcel teve seu fim deceretado em 1986 quando depois de passar por sua última mudança em 1985, não teve a aceitação que era esperada. Já a nossa velha Belina foi feita para ser um veículo familiar que tivesse conforto, porém não muito desempenho. A Belina sempre teve motores para apenas poder carregar o seu próprio peso, não sendo um carro que desenvolvesse altas velocidades. A Belina foi lançada em 1970, sendo a primeira station wagon a ser produzida no Brasil e com o tempo tornou-se um dos carros usados mais valorizados. As suas modificações acompanharam as do Corcel, ou seja, também teve suas mudanças significativas junto com seu carro de derivação. Em 1982 foi lançada a Belina movida a álcool original de fábrica, a qual não aprensentou nenhum problema de corrosão em sua mecânica. Em 1985 foi ela foi lançada na versão 4×4, tendo as mesmas qualidades da outra versão. E em 1987, quando o Corcel II teve sua produção interrompida, ela passou a se chamar Del Rey Belina e assim teve melhoras de acabamento e conforto. A Belina foi produzida até 1991, quando teve seu fim decretado para dar lugar a carros com mais tecnologia, como a perua Versailes.

Corcel II

Corcel II GT 1977

Corcel II 1981

Belina II 1983

Belina II 1984

Belina II 1985 4X4

About these ads
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s